terça-feira, 7 de agosto de 2012

Atividades de revisão - Humanismo e Classicismo

01. Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:

a) Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações.
b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.
d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental.
e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência liberta o homem de seu insignificância terrena.


02. Ainda sobre o Humanismo, assinale a afirmação incorreta:

a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representou a base filosófica e cultural do Renascimento.
b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca.
c) Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou Quatrocentismo, e corresponde ao século XV.
d) Representa o apogeu da cultura provençal que se irradia da França para os demais países, por meio dos trovadores e jograis.
e) Retorna os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade, Beleza e Perfeição.


03. Sobre a poesia palaciana, assinale a alternativa falsa:

a) É mais espontânea que a poesia trovadoresca, pela superação da influência provençal, pela ausência de normas para a composição poética e pelo retorno á medida velha.

b) A poesia, que no trovadorismo era canto, separa-se da música, passando a ser fala. Destina-se à leitura individual ou à recitação, sem o apoio de instrumentos musicais.

c) A diversidade métrica da poesia trovadoresca foi praticamente reduzida a duas medidas: os versos de 7 sílabas métricas (redondilhas menores).

d) A utilização sistemática dos versos redondilhas denominou-se medida velha, por oposição à medida nova, denominação que recebemos os versos decassílabos, trazidos da Itália por Sá de Miranda, em  1527.

e) A poesia palaciana foi compilada em 1516, por Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral, antologia que reúne 880 composições, de 286 autores, dos quais 29 escreviam em castelhano. Abrange a produção poética dos reinados de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I – O Venturoso (1495-1521).


04. O Cancioneiro Geral não contém:

a) Composições com motes e glosas.
b) Cantigas e esparsas.
c) Trovas e vilancetes.
d) Composições na medida velha.
e) Sonetos e canções.


05. A obra de Fernão Lopes tem um caráter:

a) Puramente científico, pelo tratamento documental da matéria histórica;
b) Essencialmente estético pelo predomínio do elemento ficcional;
c) Basicamente histórico, pela fidelidade à documentação e pela objetividade da linguagem científica;
d) Histórico-literário, aproximando-se do moderno romance histórico, pela fusão do real com o imaginário.
e) Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa histórica, pelas qualidades do estilo e pelo tratamento literário, que reveste a narrativa histórica de um tom épico e compõe cenas de grande realismo plástico, além do domínio da técnica dramática de composição.


06. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:

a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças e português.
e) Representa o melhor do teatro clássico português.


07. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:

a) A revolta contra o cristianismo.
b) A obra escrita em prosa.
c) A elaboração requintada dos quadros e cenários apresentados.
d) A preocupação com o homem e com a religião.
e) A busca de conceitos universais.


08. (FUVEST-SP) Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:

a) É intricada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com a inesperado de cada situação.
b) O moralismo vicentino localiza os vícios, não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.
c) É complexa a critica aos costumes da época, já que o autor primeiro a relativizar a distinção entre Bem e o Mal.
d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.
e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.

 
09.
(FUVEST-SP) Diabo, Companheiro do Diabo, Anjo, Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Brísida Vaz, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.

Analise as informações abaixo e selecione a alternativa incorreta cujas características não descrevam
adequadamente a personagem.

a) O Onzeneiro idolatra o dinheiro, é agiota e usurário; de tudo que juntara, nada leva para a morte, ou
melhor, leva a bolsa vazia.

b) O Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte; leva a amante e as armas de esgrima.

c) O Diabo, capitão da barca do inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico.

d) O Anjo, capitão da barca do céu, é quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível.

e) O Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação integra e exata das leis; leva papéis e processos.


10. Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco do Inferno, de Gil Vicente:

Parvo -    - Hou, homens dos breviários,
                   Rapinastis coelhorum
                   Et pernis perdigotorum
                   E mijais nos campanários.
    
Não é correto afirmar sobre o texto:

a) As falas do Parvo, como esta, sempre são repletas de gracejos e de palavrões, com intenção satírica.
b) Nesta fala, o Parvo está denunciando a corrupção do Juiz e do Procurador.
c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródia dessa língua.
d) Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de seu simplicidade, mostrando-se conhecedor de outra línguas.
e) Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão.



Resolução:
01. E
02. D
03. A
04. E
05. E
06. A
07. D
08. B
09. E
10. D


Questão 11)    
A grande figura do Classicismo, principalmente pela criação do grande épico português, foi:
a)       Luís Vaz de Camões
b)      D. Dinis
c)       Fernão Lopes
d)      Padre Antônio Vieira
e)       Bocage

Gab: A

Questão 12)   
Leia as três últimas estrofes do Canto III, de Os Lusíadas.

133
Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia!
Vós, ó côncavos vales, que pudestes
A voz extrema ouvir da boca fria,
O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,
Por muito grande espaço repetistes.
134
Assi como a bonina, que cortada
Antes do tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lacivas maltratada
Da minina que a trouxe na capela,
O cheiro traz perdido e a cor murchada:
Tal está, morta, a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas e perdida
A branca e viva cor, co a doce vida.
135
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores.
(CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. São Paulo:
Círculo do Livro LTDA, 1995, p. 124-125.)

Sabendo-se que o episódio de Inês de Castro se caracteriza, dentro da epopéia camoniana, por um intenso lirismo, é correto dizer que, no fim do episódio,

a)       Inês foi assassinada brutalmente, enquanto a natureza permanecia fria e indiferente à grande tragédia.
b)      na hora da morte de Inês de Castro, o sol desapareceu e um temporal desabou, anunciando a morte da donzela.
c)       a natureza personificada, testemunha do vil assassinato, silenciou por longo tempo como se rezasse pela alma de Inês.
d)      apesar de não ter conseguido escapar do seu trágico destino, Inês de Castro, mesmo depois de morta, jazendo na capela, conservou em sua pele a cor e a maciez das flores do campo.
e)       depois da morte de Inês, o nome de seu amado, que ela sussurrara ao morrer, ecoou pelos vales, e as lágrimas das ninfas do Mondego deram origem a uma fonte que sempre lembrará sua história.

Gab: E

TEXTO: 1 - Comum à questão: 13

   
Texto I

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram,
[...]
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas.


Texto II

Cesse de uma vez meu vão desejo
de que o poema sirva a todas as fomes.
[...]
letras eu quero é pra pedir emprego,
agradecer favores,
escrever meu nome completo.
O mais são as mal-traçadas linhas.
Adélia Prado, “O que a musa eterna canta”.

Questão 13)     
Considere as seguintes afirmações sobre Os Lusíadas:
I.        É um poema épico que tem como núcleo narrativo as origens históricas de Portugal, relatadas pela voz do próprio poeta.
II.       Embora pertença à Épica, incorpora à sua linguagem traços estilísticos do gênero lírico, em episódios antológicos como o da “Inês de Castro” e o da “Ilha dos Amores”, por exemplo.
III.      Obedece a uma regularidade formal, valendo-se de versos decassílabos, traço valorizado no Renascimento.

Assinale:
a)       se apenas as afirmações I e II estiverem corretas.
b)      se apenas as afirmações II e III estiverem corretas.
c)       se apenas as afirmações I e III estiverem corretas.
d)      se apenas a afirmação III estiver correta.
e)       se todas as afirmações estiverem corretas.

Gab: B

TEXTO: 2 - Comum à questão: 14

  
Leia os trechos de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e responda.

I.        As armas e os barões assinalados,
Que, da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados.
II.       No mar tanta tormenta e tanto dano
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!

Questão 14)    
A narrativa do poema faz referência à

a)       ascensão do regime feudal português.
b)      expansão marítima portuguesa.
c)       independência das colônias de Portugal.
d)      submissão dos espanhóis à coroa portuguesa.
e)       vinda da corte portuguesa ao Brasil.

Gab: B


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